Desde há muitos anos que é assim: cada comício de encerramento da Festa do Avante! parece maior, mais combativo e mais alegre do que o anterior. Este ano não foi diferente, com o recinto do Palco 25 de Abril, completamente cheio, a acolher apenas uma parte dos que participavam no comício. Os outros, muitos outros, estendiam-se avenidas fora, pelos diversos espaços que o circundavam, agitando bandeiras, reagindo às intervenções, cerrando os punhos, unindo-se no gigantesco abraço que é o entoar colectivo do Avante, Camarada.
Ainda actuava, no Palco 25 de Abril, a Kumpania Algazarra e já muitas bandeiras vermelhas com a foice e o martelo, a que se somavam outras, coloridas, da Coligação Democrática Unitária, se agitavam no recinto, à espera do comício. Ao mesmo tempo, de vários espaços da Festa partiam os desfiles, nos quais se expressavam as razões de uma luta que continua – sempre! –, quais rios que não cessavam de crescer até desaguarem nesse autêntico mar de confiança, determinação e sonho que foi, entre as 18 e as 19h10 de domingo, o recinto do Palco 25 de Abril da Festa do Avante!.
Toda essa gente – militantes e não militantes do Partido, jovens e nem tanto, trabalhadores com e sem trabalho, reformados e estudantes, homens e mulheres – acolheu solidariamente a chamada ao palco dos delegados estrangeiros; apoiou com entusiasmo os candidatos da CDU aos municípios da Grande Lisboa, que ali estiveram; saudou convictamente a entrada da direcção da JCP e do Partido; ouviu atentamente as palavras de Jerónimo de Sousa, José Casanova e Anabela Laranjeira.
O comício de encerramento (como aliás toda a Festa) mostrou uma vez mais porque é indestrutível este Partido. Porque pertence aos seus militantes que, de forma convicta, o reforçam, defendem e levam mais longe o seu projecto. Porque atrai o que há de melhor nos trabalhadores, no povo, na juventude (só nos três dias da Festa entraram 300 jovens para a JCP) – não por abdicar de princípios, mas precisamente por os reafirmar e reforçar na luta de todos os dias.